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SONATA DE ANIVERSÁRIO PRESENTIFICADA

Três quartos de madrugada
Plena e encerrada
Na lua que escorro em teu pescoço
Quase que se em mim deixasse o gosto
O teu exasperado hálito de mala pronta
E eu a abarcar em tantas contas de tédio, resultados
Olhando em teu pleito o feito abafado...
Não era de ser ausente
O meu presente de aniversário...

E de fato não o foi
Estava ali
Em cada recorte de vontade
Em cada fuso de nada
No desencontro há só o encontro e um basta...

Que bobagem
A eternidade é um efeito negligente da abstinência
E eu que sempre te soube
Nem frio
Nem estio
Só miragem
Te escorro em saudade tão endêmica
Quanto a cadência exata daquela ausência
Em liberdade.

Telepatias não mais servem às nossas resmas documentadas
Em cada verso só encontro a ávida liturgia do que se cala
Uma simples pólvora intranqüila e controversa
- Há de te ser em mim o que resta -
Hei de te ser o que me for
E eu não tenho pressa.
(10/07/2010)

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PLANO DE VOO

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Que toda noção de limite
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Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
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A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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