DO USUFRUTO DO VERSO

Eu não nasci da ignorância
Do teor desavisado
dos injustos

Eu não nasci
por mero acaso dos astros
Tampouco carrego a missão
De ser mártir
Ou poeta
Do desuso.

Eu não nasci da ignorância
De quem pensa ser grande
Para subjugar os que acusa

Eu nasci do direito pleno
À circunstância do minúsculo.

Eu nasci do poder natural
Da gênese de toda infância
Eu nasci do símbolo rudimentar
Que tece a alma
Mas não a alcança

Eu sou a língua parida ao relento
Imemorial árvore da fé
-Não no que leva o vento-

Mas no que se planta.
(Maio/2015)

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