DESFILADEIRO

Hoje
Meu coração parou
E faltou-me o ar
A provisão mínima
De sobrevivência
Sem ti.

Tudo revelou-se
Deserto
E tão íntimo
Quanto a fonte
Inesgotável
De calor que queima
Minha pele
Quando te vejo
Ao vago.

Tua hora
Paralisa os ponteiros
Do meu destino
E pereço-me era
A reaver espécimes 
 - extintos -

Me pega no colo
E me leva pra longe
Pra onde meus olhos
Sequer precisam ver
E eu preciso
Apenas ser
Tua.

Olha bem teus olhos
Naquele espelho
E vê a minha loucura
Minha timidez devassada
E tudo teu meu
E eu em ti.

Eu creio
No dia
Que aponta
O horizonte
Das tuas palavras
Logo rítmicas...
 
E te escrevo
Outra carta
Quiçá de amor
Quiçá de despedida.

...

Vistes?
Vou por aqui,
Por enquanto.

E tu?
Quando? 
(05/03/14)

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