CURVILÍNEA

Descobre em meus seios
O contorno robusto de cada termo
Toma em teus lábios
Os caminhos
Capazes de incendiar
Os delírios mais serenos.

Esquece o tempo
No fascínio metafórico
Que eu revelo
A cada poema que te que escrevo.

Me dá o teu medo
Lambe a pronúncia
Do meu prazer por extenso...

Me toma
Na máxima em que me dou
Ritmada
No encaixe
Inquieto
Das palavras
Que me fogem
E te acham...

Me acolhe nos teus braços
Face e fogo feito de aço...

Depois te deixa adormecer
Nesse lapso de torpor
Que engole o tempo-espaço.
(Fevereiro/2015)

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