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COR DE PREENCHIMENTO

Coragem
Agir com o coração

Onde está a cor
Da ousadia
Quando não se olha nos olhos
Quando não se permite estar perto
Para só então estar junto?

Comigo...
Desabotoa os meus sentidos
Mas não desbota o vermelho
Que é só meu
- Da minha boca -
Te colorindo.

Não me atira
No lábio gentil
De outras curvas:
Sou escolha
Não escora de teor vespertino
Sou a história que não se conta
Mas que em tantas fases vem surgindo
Aquela que assentiu a fé mesmo a ferir
As próprias sombras
E segue a pé sem deixar rastro

E se há fato,
Qual a cor da tua lembrança?
Quantos tons suprimes
Para não ter-me em ti
Em auto- relevo,
Para não elevar teu pensamento
Ao que  - sabes -
desconheces ao pleno?

Nos verbos que te entrego
Estão a liberdade do meu amor
- A minha trégua -

Então,
Sossega.
Não é de mim que te defendes
Mas do vazio que tu carregas.
(18 de Agosto de 2015)

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PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
De minha tão insensata
Passionalidade.
Mas foi quando fiz do cárcere
Matéria-prima
Que voei pela primeira vez
E avistei à rima

Raro é pouso de minha pele
A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
Ressignificou-se no timbre da minha espera...

Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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Não hei dizer do credo
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O AMOR PRECEDE A EXISTÊNCIA

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