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POEMA BENDITO

O melhor da tua força

Está na delicadeza dos teus braços

Sempre aconchegados

Da sensibilidade firme

Que carrega nos olhos

A flutuar meus sentidos

Fluidos. 


Que privilégio não temer

No verso, o exagero

- nem ao vivo - 

Porque mesmo ao longe

Teus verbos me conduzem

Às luzes irreparáveis

Do arrepio.


E na boca 

Essa serpente 

A envolver mistérios

Em alma nua...


A tua pureza é bruta

Mas mansa e profunda

Como o arrebatar do beijo

No frêmito do desejo

Inevitável

De que me possua.


Teu amor é ágil

Mas repousa nas delicadezas:

No dilatar de pupilas

Em gentileza sôfrega 

E macia...


Nas poucas frases a auscultar

Teclas de consentimento,

No vívido silêncio de contenção 

De maiores (e acíclicas)

Arritmias cardíacas.


Por ti

Meu peito para

E depois que diz_para

Segue rumo exato

Ao desencontro


É dessa vertigem 

Em equilíbrio tácito

Que o amor renasce pronto,

Afronta aos outros

Que diante de seu prospectar

Elipsado de saudade,

Desaparecem feixes de minuto

Como um sopro.


Por teu amor

Minha poesia se ergue

Imperecível

Para validar a fome

Que em ti me consome

De pronto


Por ti

Minha poesia 

Honra o nome

E dá nome ao Santo.


Pra ti

Meu amor

É cântico a embalar 

- Sagrado - 

O toque do profano.

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