sábado, 5 de novembro de 2016

MONET AO MAR

Hoje

As águas de Monet

Molharam-se pra mim.


Os barcos 

Tinham qualquer coisa de repatriados

Como se os largos faróis escurecidos

Ressurgissem esbranquiçados 

- Da areia - 

Em um mar continuo. 


Consigo ver no reflexo da água 

O verde pegajoso da esperança: 

Navegar de mar, no sol, cansa...


E eu,

Fruto sempre inalterado

Jogo-me da nau 

- aos céus -

E despetalo:


Navegar é princípio;

O destino, 

Perseverança. 

(Maio/2015)




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