quarta-feira, 9 de novembro de 2016

LAVRADIO CELESTE

É preciso reconhecer cada espécie
De ramo
Folha
Fruto
Mas sobretudo
Raiz

A teia de contato
Vascularizado
Que libera cada molécula
De oxigênio
Na superfície

A terra abriga a semente
O sol faz a síntese
Mas o devir mais simples
- A gênese que se perpetua -
É ventura irradiada
De pura influência...

Há o tempo,
O solo,
A cadência de cada estação
- Da friagem ao viço -
O trato do grão
À colheita do fruto

Cada intervalo exato
Entre o ventre maduro
E o vento
Que varre cada vestígio...

Há o esmero
- a esmeralda -
Jóia bruta a arder galhos
Com equilibrismo.

Há a superexposição dos astros
Na terra
Há a sombra que apara
Na selva
Seus abismos...

Há o menino
O ente redentor que,
- E em tudo -
reverbera...

Há o poeta
Esse exímio agricultor
Que das folhas faz estrelas.

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