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FÁBULA ÀS MIGALHAS

Luzes são fonemas distorcidos
Pelo reflexo dos olhos.

Acende a tua fala
E palpita o meu peito
Na velocidade do som
Que assalta o pronome.

Ouve bem dentro dos teus termos
A eloqüência enumerada
Dos meus motivos
Ouve bem dentro da fome
A saciedade serena
De quem mira ao fim de um precipício.

Eu salto
Eu solto
Os braços e reconstruo
De vultos o mesmo muro
Meu casulo sem fim
Meu pesadelo carmim
Meu ócio em fruto.

Eu solto dos teus braços
Sem ver a quem
E voo.

Se for pra voltar
Então recue
Repercuta o adeus
E enfim
Se desespere.

Entregue tuas lágrimas
Ao sem apelo do silêncio.
Passeie por cada palavra
Que deixei pra ti
Como migalhas perecíveis
E não passíveis
de tempo.

Honre a inspiração que te toma
E ao menos uma vez
Admita:
Não recolha de mim
Os gestos descompassados do desejo
Não retire a mínima identidade
Da percepção de teus motivos.

Agarra o minuto
Espiralando-se devagar
E comprime o verbo
O amor
E a vontade
De ser meu de novo.

Pronto.
Nada que talvez as palavras
não desconversem
Nada que o teu orgulho
Não faça submergir encalacrado.

Enquanto puder conter
Medir
Rimar
Não haverá sido
Amor
O suficiente.

Preciso
Mesmo
É navegar.

14/07/2013
(15:02)

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PLANO DE VOO

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Matéria-prima
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- Aqui de cima -
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De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
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Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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