terça-feira, 29 de novembro de 2016

DO VAZIO DAS PALAVRAS E DO MAGNETISMO DO TEMPO

Não há moradia
Em desabrigar-se...

Não há veneno
Que remedie a febre
De quem toma
O peito
Como termômetro
E antídoto.

Sejamos vivos
Apenas indivíduos
- autônomos -
Capazes de desconstruir
A continuidade imposta
Pela suposta linearidade do tempo
Dos outros.

Sejamos fomento,
Mão de semear raios
Nos céus esquecidos
De tantas noites em claro

Sejamos o raro
- o bem distraido e generoso -
Não há garantia ou prazo
Só a magnética do encontro.
(2014)

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