sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CASO QUEIRA

Acaso eu te permitisse 

Tu provarias do meu amor?


Não do meu desejo

Da volúpia

Ou de meus sentidos, 

Mas também de meu sentimento

Consentido

Da face mais escondida

Dentre minhas todas fases

De poeta inconstante

E arredia?


Acaso eu te desse 

O usufruto absoluto

Do meu peito

Tu me tomarias em teu beijo

E adormecerias teu corpo

Assim, com o meu junto?


Ou fugirias ao soar

Do primeiro raio

De meu descuido,

Sem permitir aos meus olhos

O teu despertar aos meu fusos?


Sim,

Tua língua lambe meus poros

E respiro toda a imaterialidade

Que vem de ti

A cada frase em que me deseja.


Mas para além do que impera

Há o que rege cada verso

Mas que sequer vira poema.

(2012)

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