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Mostrando postagens de Novembro, 2016

DA REINVENÇÃO DA ESPERA

Hoje
Eu só quero
O teu abraço,Só.Pra lembrar que não preciso
Ter medo no escuro
Que a paz é fruto apenas do amor
- Em estado puro -
E que basta o amparo do silêncio
Para tudo irradiar mais vivo:
É nos teus olhos que mora o meu sorriso.E não importa a despedida breve
O tempo, o enredo ou a errância:
Tudo se encolhe no arrepio da pele
Que guarda do amor,
- O desejo -
Pra recriar esperança.

POEMA SIMILAR

Vai...
Extrapola
Polariza cada uma das tuas incógnitas
Sufoca
Suplanta
Substitui tudo por palavra
Impermeável
Enquanto me absorve pelos poros
- Pelos olhos -
E pela falta. Perambula por meus ouvidos
E minhas páginas
Ignora cada palavra
Capaz de mover teus verbos
À minha estática.Dispara a esmo
O que carrega o meu cheiro
Na tua barba...Vai...
Faz de conta que me abraça
E que o tempo não cansou
Da fé em nada.
(2014)

DAS IMPOSSIBILIDADES E DO SONHO

A tela por onde se projeta
Minha memória
É o tecido de minha própria pele
Exposta...O sono que beira minhas órbitas
Apenas esconde-se no silêncio pleno
De nossas vozes já sem volta.  Um arrepio vem-me pelo peito
A explodir-me a carótida...Giro meu corpo na cama
Pudesse demover o tempo
E retransmitir cada fagulha
Devorada
Por minhas palavras
Fossem elas
Ainda dignas de ternura
Fossem elas do temor máximo
Minha bravura. Então encontro o teu olhar
A cozer
Mais um longo e detalhado
Cobertor
Para abrandar
O meu desassossego
E - só por um instante -
Adormeço.Tarde demais...
Agora já era cedo
Então percebo que sequer chegaste
Quando eu já estava
De fato, amanhecendo
(2014)

DO VAZIO DAS PALAVRAS E DO MAGNETISMO DO TEMPO

Não há moradia
Em desabrigar-se...Não há veneno
Que remedie a febre
De quem toma
O peito
Como termômetro
E antídoto.Sejamos vivos
Apenas indivíduos
- autônomos -
Capazes de desconstruir
A continuidade imposta
Pela suposta linearidade do tempo
Dos outros.Sejamos fomento,
Mão de semear raios
Nos céus esquecidos
De tantas noites em claroSejamos o raro
- o bem distraido e generoso -
Não há garantia ou prazo
Só a magnética do encontro.
(2014)

DOS CAPRICHOS DA TEMPESTADE

A linha do horizonte
Aponta
O limite e o pulsar
De cada onda.O vazio do teu olhar
É uma afronta
Nesse náufrago é o mar
- não a sombra -Barco a vela
Pulsa
Profundeza
Mas sem bússola
Ou estrela
Vem o vento a soprar
- não te esqueça -
(2014)

AUTO-ESTRADA

As estradas
São imóveis
Incalculáveis rotas
Nas curvas do desconhecido
Começam e terminam
No sentido
De quem as desenha
Consigo.Não há lei
Direção proibida
Permitido estacionar
Mantenha-se à esquerda
Homens trabalhando
Acostamento em 100 metros O trajeto
Guarda em si a noite
A manhã
E as estrelas dos faróis
Comprometidos de luz
Na escuridão
Como os olhos do tempo,
Nebular.Não há provisão de chegada:
O ponto de partida
É contínuo
Como se ter estado aqui
Pudesse ser destino
De quem não irá voltar.Não há tráfego
Ou sinalização
Uma daquelas placas
- Pisca-pisca -
Vermelho-azul turquesa
Conveniências ao preço
De um acidente
De percurso. Ao condutor
Restam as dimensões
Táteis
De seus estímulos
- Futuros -
Sempre aventurados
No que ainda virá
Imprevisto.Viver é um risco
Para poucos.
(2014)

FÁBULA ÀS MIGALHAS

Luzes são fonemas distorcidos
Pelo reflexo dos olhos.Acende a tua fala
E palpita o meu peito
Na velocidade do som
Que assalta o pronome.Ouve bem dentro dos teus termos
A eloqüência enumerada
Dos meus motivos
Ouve bem dentro da fome
A saciedade serena
De quem mira ao fim de um precipício.Eu salto
Eu solto
Os braços e reconstruo
De vultos o mesmo muro
Meu casulo sem fim
Meu pesadelo carmim
Meu ócio em fruto.Eu solto dos teus braços
Sem ver a quem
E voo.Se for pra voltar
Então recue
Repercuta o adeus
E enfim
Se desespere.Entregue tuas lágrimas
Ao sem apelo do silêncio.
Passeie por cada palavra
Que deixei pra ti
Como migalhas perecíveis
E não passíveis
de tempo.Honre a inspiração que te toma
E ao menos uma vez
Admita:
Não recolha de mim
Os gestos descompassados do desejo
Não retire a mínima identidade
Da percepção de teus motivos.Agarra o minuto
Espiralando-se devagar
E comprime o verbo
O amor
E a vontade
De ser meu de novo.Pronto.
Nada que talvez as palavras
não desconversem
Nada que…

METAMORFOSE

Se eu te amo?
Amo.
E te mereço. 
Teu preço é a liberdade de olhar ao desamparo
Mas eu te recebo e preparo
Quase que no além-dentro do meu peito
E me calo.

Não vou dizer
do desmaio
de tanto pranto
da boca seca
Do verso, o vasto.

Não vou dizer do poema
O poente encantado.
Não vou dizer o recado
Que vem arder e doer no obscuro que busco
Em teus olhos, enjaulado.

Não vou dizer do presságio
O meu rapto é insonoro
Insone
Ecoando via láctea enquanto em vão fecha as pálpebras
E não dorme.

Não vou dizer o teu nome
Apenas deixo a rima em desfoque preciso
E a salvo, o grito que diz
Em vão, precedido.

Salvo teu nome
Escorre meu ímpeto...
E eu hei de te ter em véu sagrado
Pra sempre é um livro.

(2011)

BEIJO DE CHUVA

Quantas palavras
Fui capaz de esquecer
Apenas para ler nos teus olhos
O desejo?Quantos poemas
Abandonei
À liberdade
Apenas para que encontrassem
O universo dos atos
Sem palavras?Mas todas as outras
As mais sóbrias
- e soltas -
Eu sobrevivi
- Aqui -  Pra você
Ouvir
Da minha boca.
(2014)

BEM VINDA

Eu só queria
Que minhas palavras
Soprassem
A saudade da ausência
Em teus ouvidos
E te contassem
De cada pequena descoberta
Ou de como o amparo invisível
Do vento, conforta
Desde que as portas e janelas
Estejam abertas
Para ouvi-lo.Eu só queria
Condecorar com afeto
Todo o vocabulário meticuloso
De nossos postos de comando
Eu só queria caber no teu olho
Com a ternura digna da inspiração
Que me desperta,
Sonhando...Eu só queria
Que recebesse minha poesia
Confundida com o silêncio
Que precede o beijo
E que me sobe às pernas...Eu só
Queria
Ser tua
Procura noturna,Irradiar
À sombra
Ou à luz
Das cortinas
Na lua em que me esperas.
(2015)

ACHADO FOI PERDIDO

Não devolvo verbos secretos
Em vocabulários
de múltipla escolha.Uma errada não anula
Uma certa,
Mas de certa maneira
Há muitas formas
De se entender
Errado. Não se deixa uma flor
Ao relento
Esperando que as mãos do tempo
Reconheçam como afeto
O que não passa de um achado.
(2014)

O POEMA E EU

AcordeiContigoEm meu sonhoMas as luzes na varandaRefletiam o som do ventoQue se foi.
Nos teus olhos Eu perdi o direito de esquecerEnquanto a tiRestou a liberdade tristeDe se repetir.
Eu repartiEm mil pedaçosO futuro que escolhiSó pra reencontrar nossos diasAo acaso.
Eu repartiMeu amorMinha féMas a poesiaÉ unicidade.
Toma.Guarda e espera.O tempo das palavrasÉ templo do que vigora.(2013)

DA MATÉRIA DOS SONHOS

Nas florestas mais escuras
Há o fruto transgressor
Que excede a cor e o nada
Habita ermo espaço
E reflete luz polarizada.Por sobre ele
Voam
As águias
As gotas são o farol
As estrelas pingam o sol
Que das margens
Faz metáfora.Nas florestas mais escuras
Resiste o legado
O dom é o inexplorado
Aguardando
Novos ares de descoberta. Nas florestas
E nas árvores
Raízes erguem seus milagres
Fotossíntese é coragem
Novos raios em velha terra.Sagrado é o fruto
Que irrompe o tempo
É no vazio que corre
O vento
E vasta é a era:Não o condeno
Por morar em frestas,
Quisera ainda
O homem crer
Nas florestas
E não temer o escuro...A semente é o futuro
Que não desiste na véspera.
(2014)

ESTRUTURALISMO

O amor
É um dom
Não domínio
É o contorno macio
Dos lábios sem cor
A recortar alumínio...O amor é um signo
A estrutura no abismo
O que apaga a estrada
E improvisa o destino.O amor
É um domingo
A sós no Arpoador
Até o sol 
        ir sumindo.

LAVRADIO CELESTE

É preciso reconhecer cada espécie
De ramo
Folha
Fruto
Mas sobretudo
RaizA teia de contato
Vascularizado
Que libera cada molécula
De oxigênio
Na superfícieA terra abriga a semente
O sol faz a síntese
Mas o devir mais simples
- A gênese que se perpetua -
É ventura irradiada
De pura influência...Há o tempo,
O solo,
A cadência de cada estação
- Da friagem ao viço -
O trato do grão
À colheita do frutoCada intervalo exato
Entre o ventre maduro
E o vento
Que varre cada vestígio...Há o esmero
- a esmeralda -
Jóia bruta a arder galhos
Com equilibrismo. Há a superexposição dos astros
Na terra
Há a sombra que apara
Na selva
Seus abismos...Há o menino
O ente redentor que,
- E em tudo -
reverbera...Há o poeta
Esse exímio agricultor
Que das folhas faz estrelas.

DA CRUELDADE DO DESEJO

Se me tens nos olhos Eu te desafio a tatear A plenitude vaga Das coisas imaginadas. 
É que depois De tu e eu- Sermos nós dois - A pele é desesperoÉ boca, é nuca É fissura alquímica Em fusão absoluta...
Não tem cor E não tem curaÉ a latência esquecidaNo rastro cego dos próprios verbos Que só no suor se faz escuta. 
Procura na curva exata Do meu desejo A tua loucuraEsfinge devorada por teus beijosDe autodidata do meu prazerEm ser tua.
Toma meu corpo Com a embriaguez do encantamento Mais sóbrio Porque quando me olham,Os teus olhos Me desnudam...
Não deixa minha pele sem o fôlego Tácito Das tuas rotas de implosão De minhas razões tão íntimas...
Não espera o vento tecer Os lençóis de nossas rimasMe toma pra tiE me des-ensinaO medo, o limite e o saborDe estar viva.
Me deixa Morrer só pra tiE te fazer morrer em mimAté o fim, Sem anestesia.(2014)

POEMA DEVOTO

Me dizQue o que eu vejoEm teus olhosNão é entrega Das mais inteiras - E sinceras - 
Que o olhar que me percorre Movediço Não paralisa o teu tempoComo engole todo o arQue eu respiro. 
Me diz que é veneno O desejo legítimo Mas também é deleite Virtude e fome - E sede - A dádiva Em liberdade consentida De bem querer irrestrito.
Não, não escrevo meros termosA erradicar desperdícios Mas o vocabulário que temo Silenciar sem sossego Até que possa alcançar teus ouvidos. 
Sim...Eu vi teu corpoSobrepor o escuro E fosse infinito, Irradiar firmamento
A fé É um dom - invisível -O amor,É um templo.(Dez/2014)

MONET AO MAR

HojeAs águas de MonetMolharam-se pra mim.
Os barcos Tinham qualquer coisa de repatriadosComo se os largos faróis escurecidosRessurgissem esbranquiçados - Da areia - Em um mar continuo. 
Consigo ver no reflexo da água O verde pegajoso da esperança: Navegar de mar, no sol, cansa...
E eu,Fruto sempre inalteradoJogo-me da nau - aos céus -E despetalo:
Navegar é princípio;O destino, Perseverança. (Maio/2015)


CASO QUEIRA

Acaso eu te permitisse Tu provarias do meu amor?
Não do meu desejoDa volúpiaOu de meus sentidos, Mas também de meu sentimentoConsentidoDa face mais escondidaDentre minhas todas fasesDe poeta inconstanteE arredia?
Acaso eu te desse O usufruto absolutoDo meu peitoTu me tomarias em teu beijoE adormecerias teu corpoAssim, com o meu junto?
Ou fugirias ao soarDo primeiro raioDe meu descuido,Sem permitir aos meus olhosO teu despertar aos meu fusos?
Sim,Tua língua lambe meus porosE respiro toda a imaterialidadeQue vem de tiA cada frase em que me deseja.
Mas para além do que imperaHá o que rege cada versoMas que sequer vira poema.(2012)

QUEBRA DE SIGILO

Meu amor,Que tal a gente se olhar no olhoE deixar um se encontrar no outroSem o medo instantâneo que, - Sabemos - Habita os nossos silênciosE compromete tantos sonhos?
Porque já existe Essa substância puraE absolutamente tácitaA percorrer cada válvula-curva De palavraSem encontrar meios-termos.
E pra quê dar contaDo que sequer foi feitoOu carece de medidaPra quê continuarmos reféns De nossas escolhas Se a liberdade é a única premissa Que faz do amor, verdadeiro? 
(2016)

DE_VASTO

Eu sou uma damaQue se contenta com a sedeE com a fomeE com a mesma e infinitaRéplica tão pequena.
Se for de me virQue me venhaQue me sobre no olhoE que me retenha no fôlegoEnquanto a fé for imensa.
Eu sou um verboE só reverberoQuando o que há de ferroMe marca as veias.
Ah, sim!E sei que te amoE sei que te queroE sei que não há tanto tempo- Que não há tempo algum -Que te revireOu que te traga- Respire -Ao meu lado...
Esse elo tão estupefato- De estragos -De histéricos restos- E não me nego ao que não acho -Acho bem que é hora de partir de mimRumo à solitude do que te assombraSumo de infinitude em leve afronta.
Se te amoNão te contoNem à SantaDe santa não hei de ter um raioNem pleitoNem vento- Só o estilhaço -O vidroVivoTerno- E mal comportado -Quando percebo que te amoE te assisto ao longe largo do meu vasto.
(2011)

DA LEGITIMIDADE DO ABRIGO

Ei,Eu tô aquiOlhos grudados na ternuraDos teus,Aconchego de abraço Moldado no peito,Silêncio a percorrer teus medosPara que, com a mesma coragem, Eu vença os meus.
Ei,Eu tô aqui, Pés aquecendo a extremidadeTrêmulaDe cada insegurança,Eu tô aquiEmbarcada e mesmo à distânciaAtenta às marés E à correnteza,
Ei, Eu tô aqui inteira, - Sã e salva - Em cada passo Da condução misteriosa Das palavras,
E assim como me embalasNa profundidade desconcertanteDe tuas retinas,Atravesso com meus versosO papel e a neblinaPara apontar cada estrela De cegoÀ tua volta.
Sabe esse sopro de amanhecerQue bateu à tua porta?Foi só o firmamento Trazendo, enfim, o alívioPra cada resposta.

ACASO SEJA

Que seja Fôlego  A falta de ar, - de meus pulmões comprimidos -  Na doce dose  E no empenho Da tua escuta...
Que seja querer bem  O mirar e ver da tua boca  Que em toque "despetalar" À minha se junta.
Que seja música  Essa nota solta E sem juízo a retalhar O improviso ímpar  De par em par, Sem faz de conta. 
Que seja lúdica distorção Ao som do rádio  E do trovão  Na chuva de amperes  Da minha poesia.
Que seja exceção  Premissa breve da alegria Que não fuja à regra  - mas que a enfrente  -  Com saberes de tato E o toque abstrato De nossos quereres.


CARTA CAPITAL

Não sei maisEscrever Pra você.
Não sei maisO que há de haverO que fiz (Ou não)Pra merecer O silêncio detalhadoDe saudadeA roubar-me a criação. 
Não sei maisEscreverPoemasPausasPleitosOu pleonasmos 
Não sei maisRespirar fundo e engolir seco aos intervalos
Não sei mais dar ao poemaO significado tão óbvio Do que finjo não saber- Escrever -Pra guardar a salvo...
O Amor.

POEMA BENDITO

O melhor da tua forçaEstá na delicadeza dos teus braçosSempre aconchegadosDa sensibilidade firmeQue carrega nos olhosA flutuar meus sentidosFluidos. 
Que privilégio não temerNo verso, o exagero- nem ao vivo - Porque mesmo ao longeTeus verbos me conduzemÀs luzes irreparáveisDo arrepio.
E na boca Essa serpente A envolver mistériosEm alma nua...
A tua pureza é brutaMas mansa e profundaComo o arrebatar do beijoNo frêmito do desejoInevitávelDe que me possua.
Teu amor é ágilMas repousa nas delicadezas:No dilatar de pupilasEm gentileza sôfrega E macia...
Nas poucas frases a auscultarTeclas de consentimento,No vívido silêncio de contenção De maiores (e acíclicas)Arritmias cardíacas.
Por tiMeu peito paraE depois que diz_paraSegue rumo exatoAo desencontro
É dessa vertigem Em equilíbrio tácitoQue o amor renasce pronto,Afronta aos outrosQue diante de seu prospectarElipsado de saudade,Desaparecem feixes de minutoComo um sopro.

PRETÉRITO IMPERFEITO

É como se você PerdurasseE eu, perdidaTentasse subtrairCada vestígio...
Tá tudo aqui - comigo - E o perigo É um indefeso calhamaço De papel espelhadoEntre telhado e arranha-céu A um passo do abismo. 
Sabe, o teu sorriso?Quando os teus olhosSe segredamindefesos?Me desmontamE dilaceram De fera Viro fêmeaE te recebo.
Se me toma firme Ao invés dos lábios O gemido Ao invés do beijoO exercício lento De te trazer em mim Me juntar em tiE te decorar por dentro...
Minha língua se aninha na tua loucura Os olhares se reconhecem Se perpetuam E o tempo- claustrofóbico -Implora pela chance De espiar - apenas por um instante Como é estar vivo. 
Entre arranha-céus O abismo O feixe de luz que atravessa a sala Você me atravessa...Eu só peço por mais forças,Você me abraça...
O jogo singular de palavras E rotas de fugaSe entrelaçamComo minhas pernas te laçam  Entre as paredes...
Então vasculhaO meu olharGuarda o timbreDa minha juraO abismo No espelhoO velho calhamaço de papelEu de joelhos...
Palavra de poeta - Ja…