DO PARADOXO DE SER

A vida
- Pressuposto sutil -
roubou o direito da desistência
que, teimosa
Ressentiu-se em mais um poema
Pingado de café
Pelas mãos hesitantes
Do medo
Já adormecido no espelho
Retrô
Da sala de estar...

- Morto -
Estava
O direito do indivíduo.

A janela
Desprendeu-se do vidro
Em estilhaços traspassados
Pela pedra que rasga o silêncio:
Eram gritos.

Ficou só a luminescência
Nata
Dos vagalumes escritos
Que perambulando outras causas
Fizeram as próprias malas
E pacificaram a lei
Em conflitos.

A paz não ferve a terra
Mas aterra o deus vivo...

Em toda fé que desaba
Há que se crer
que a esperança vem vindo.

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