DA SENSIBILIDADE E DO TATO

Sabe,
Eu passeio com teus olhos,
Sinto ver cada paragem
Por sobre onde
Repousa
O teu sorriso.

E são tantos os riscos!
Me abrigar
E me perder
Na profusão de teus instintos!

Eu sei,
Teu olho carrega consigo
A saudade
De ser coisa finda
Teu olho
Renega a rotina
De meus dias todos
De meus dias tolos
Sem tempo ou aval
Em melodia arrítmica.

Eu sei,
Teu olho
Me rasga o jogo
E meu poema vem novo
Me engole
Esmiúça meus espaços
E foge-me um tanto
Quando ainda tens-me em rapto
E entrega.

Teu olho
É de trato
Profundo e profano
Eu sei...

Teu olho é tamanho
Que me enxerga às cegas.

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