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Mostrando postagens de Abril, 2013

AUTO DECODIFICADO

Meu Amor,
A vida é a máxima do caos O big bang ao contrário Tentando varrer as novas espécies.
E de que espécie de ser Eu sou? De ninguém.
Eis que meu peito insurge Seco e embalsamado Para não corroer-se diante do perecível.
E você? Urgência silenciosa Que aprendi a prescrever Prescutar.
A mim basta uma palavra E serei abduzida por teus significantes.
É preciso intermediar essa cor de fundo Para não transfigurar-se em transparência.
Eu sou dele. Do verbo. Aquele que conjuga ação E por hora estou a rimar com dia claro, apenas. Quero o amor desperto Presente Com boca, mãos, olhos e dentes.
Porque sou frágil Sou tênue relevância Entre o que é A ponto de deixar de ser.
Nossa telepatia prossegue Impávida e inalterada Como não houvesse raios de sol A perambularem meus ouvidos.
E em verdade Nada soube da tua boca Teus anseios gotejaram-me selados Mas silenciosos.