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SONATA INSONE


Difícil dormir sentindo que você está na sala...
Teu olho procurando na sintonia fina da TV
Qualquer noção programada da tua vinda...
Vaga... 
E no “top” de cinco segundos 
A recaída.

Difícil dormir com a tua saliva 
aguardada na cozinha e na cama
Lambendo meu sono em doses profundas 
que me gozam em semi-coma.

A mesma canção que me sona
Sintetiza teus efeitos audiovisuais em meu leito de sintoma!
Não durmo, não durmo!
Mas distorço o cúmulo cumulativo tal drummoniana!

E assim te minto em meu dom e dramo teu tom 
Em insônia...
Mas tem sono e som,
(e também tem Drummond) 
Quem nem sempre sonha.

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PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
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Matéria-prima
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A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
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Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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