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Mostrando postagens de Outubro, 2012

AMORfo

A hora é de parar ponteiros.
Reavaliar o foco e redimir as próprias sensações. 

Ser humano,
É privilegiar no ato, a falha, 
Na fala, o atalho para o pormenor das frustrações.

Dou minha cara a tapa
te mostro a outra face da esfinge. 
Finge que acredita no fastio daquela que te devora, marota 
E amarrota a roupa a regurgitar os traumas que a cada timbre, tu arrotas.

Eu te devolvi ilusões calculadas no brilho de um flash. 
Das que valem a mesma mísera marmota de um falso brilhante.

O signo não é a preciosidade lapidada, 
mas a pedra escondida no sapato do operário que anda descalço, 
E usa meias.

Palavras. Inteiras odes de esmorecer cada dose
da posologia barata escondida no meu silêncio.

Eu calo. Eu pedra na meia sem sapato do operário. 
Eu sábado, quem sabe, um dia a menos de jornada de trabalho.
Eu, domingo.

Ei, (eu posso)
Escuta: 
Dizer que há nó cego 
Não desfaz o estrago da corda roída.

Rói, rato. 
Perambula esquizofrênico, 
Pela labilidade do teu próprio asco de ti.

Rói a corda que enforca o palhaço e ri
Da…

SONATA INSONE

Difícil dormir sentindo que você está na sala...
Teu olho procurando na sintonia fina da TV Qualquer noção programada da tua vinda...
Vaga...  E no “top” de cinco segundos  A recaída.

Difícil dormir com a tua saliva  aguardada na cozinha e na cama
Lambendo meu sono em doses profundas  que me gozam em semi-coma.

A mesma canção que me sona
Sintetiza teus efeitos audiovisuais em meu leito de sintoma!
Não durmo, não durmo!
Mas distorço o cúmulo cumulativo tal drummoniana!

E assim te minto em meu dom e dramo teu tom  Em insônia...
Mas tem sono e som, (e também tem Drummond)  Quem nem sempre sonha.