APRESSE

A lua tem gosto
Súbito
          de silêncio
A propagar distâncias.

Falam-na plena
Em seu altar adjacente
Mas o teto de vidro
Quebra-se aos olhos de estampido
E ensurdece.

Aos notívagos
Serve aos mais vagos e vastos motivos
Todos eles, santos
Todos eles, tantos...

Mas a deusa da clausura
Estanca os ouvidos
E ausculta cada prece
Até corar a noite
Em dia amanhecido...

Ser poeta
É ser bicho
De nenhuma espécie.

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