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Mostrando postagens de Abril, 2012

ATO VERBAL

O falo é teu
Mas quando falo Sou eu quem te diz do poder que ergues ao meu favor Quando a língua se agarra aos teus ouvidos.
Não que eu faça pouco de minhas curvas Mas sei que é no contorno dos meus lábios que rendo os teus olhos A desenhar labirintos ilógicos de costas nuas
Eu lavo o teu olhar com a minha palavra Me insinuo na transparência sem-vergonha de um eufemismo Te refaço das dúvidas e desconstruo as certezas Em meu altar, faço lograr o teu teto de zinco.
Te dou cinco dos meus verbetes e flerto com a simplicidade do aconchego Linguístico é o nosso adeus grego Despedida não há nesse templo Meu verbo te volta, te evoca desejo E eu te beijo todo Sugo o sal do suor,  Sou pura fé em solo seco.
Objeto voador não identificado É o meu par de braços a abraçar o abismo Tal o vento que te catapulta os escrúpulos Eu te guardo num silêncio rubro Seguro de minhas inquirições de logo cedo.
O que sei não te pergunto Meu verbo é um indulto que te serve Acima do bem ou qualquer mal  - Absoluto…