RELÓGIO DE SOL

Tem água
No contorno do céu
Terreno.

É um lado
Sobreposto
Ao que poemo
De chover substrato
Ao avesso
De clima árido
E tão seco.

Sou de florescer meus versos
Decênios
A ponto de apurar sua tolerância
À cada franca mudança de estação.

Me diz então
Por que acho de mim
Um corpo perdido
Intrigado de euforia
Bons poemas não surgem ao que principia
Mas ao que se termina em vão.

Teimosia a minha
Tentar ver lua em céu de mar
Se pareço chover sozinha...

O sol é um tormento de honraria
Bravos são os raios
A sapecar meu instrumento de precisão,

- A poesia -

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