BIOGRAFISMO

Minha vida
Não há
De ser
Um açoite
Á liberdade...
Tão pouco libertina.

Minha vida não elege calabouços
Ou cala-me dos loucos
Minha vida é cousa
De querer esforços
Para costurar em lóbulos
Novas lógicas rítmicas.

Mas minha rima
Não é negócio
Mas usufruto dialógico
De quem se atreva à redimi-la.

Minha poesia
É um rastro cego
Incontido no não-liberto
E eu, que não espero
A guardo no credo
De quem não a credita.

Minha poesia
por ser rima qual quer
Não é qualquer rima.

Comentários

  1. Natyzinha, lindo, lindo. Sou fã de teus diálogos poéticos. Saudade ;)

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