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AUTO DE CONSAGRAÇÃO

Esconde-te
De meus olhos
Ainda tão repartidos
Em brevidade.

Não me deixe ver
Quanto de ti ainda resta
A vagar por aí
No claustro monocórdico
Desta cidade.

Finge que sou de conceber
O ímpeto do qual morri
Quando estavas em fins de reagir
Mas foste covarde.

Te quero perto
Sério
Sóbrio
Não em breves cismas
Ou em palavras frias
Sem teor concreto.

Vem me olhar em terra firme
Sem temer o lume
Que disfarçado de sublime
Pode esvair-se no léxico.

Me deixa ser teu amor sem dono
Extenso, semente em terreno plano
Em tantas paráfrases de Perséfone
Te proponho o verso dissuadido da tese
O mais terno, assim livre
Em benigno registro.

Lê a minha palavra
Pudesse transpor o entendimento
E simplesmente existi-la no infinito.

O amor é um símbolo
Mas o que sinalizo
É um ritmo absorto em monoteísmo...
Um só Deus
Enquanto não houver adeus
Eu não desisto.

Comentários

  1. natalia querida voce gostaria de seguir meu blog?
    www.schiavini.blogspot.com
    e me adicionar pelo facebook?
    o meu perfil é
    rodrigo schiavini
    eu gostaria muito de entrar em contato com os poetas do corujão da poesia
    um grande beijo

    ResponderExcluir

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PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
De minha tão insensata
Passionalidade.
Mas foi quando fiz do cárcere
Matéria-prima
Que voei pela primeira vez
E avistei à rima

Raro é pouso de minha pele
A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
Ressignificou-se no timbre da minha espera...

Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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Não hei dizer do credo
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