DO EXERCÍCIO DA POSSE


Bem de onde
Ouço
A tua insígnia
Me calo
No sopro
E te verso
Infinita.

E a cada cor de mar
Maré vem
- Mansinha -
E molha-me a ponta do pé
Não sou bailarina.

Mas danço
Embalo o pranto
Em tua rima
E se choro
- Não te assusta -
A alegria não faz doer
De ouvir coisa alguma.

Sou menina de fé
Posso descrer se quiser
Há vezes moro na lua.
Não por sua imensidão
Taciturna
Mas por poder decrescer
E assim te esconder
Em rima de rua.

Eu sei
Eu te porto sem parecer
Flor de lótus
Ou adorno de chuva
Pois o que molha
Só irá respingar
Quando a lira
Por bem me deixar
Para enfim, ser tua.

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