TEOREMA DO ABSTRATO

Te sujeito ao oculto
Mas o que cultuo no mundo
É o teu nome.

Toda e qualquer nova via
Será acesso
Aos teus mesmos caminhos
- Nossos cenários -

Odes inteiras, sonatas
- Meu presságio insone -
Não haverá nunca
Dose qualquer ou mais lúcida
Do que a convicta louca
A merecer, escrita
A tua música...

Por isso, te peço:
Vê se pulsa o objeto direto
Que embala minha rima
- Faz mais de um século -
E me escuta:

Acaso me escreva
Um jazz ou blues
Não me negue às notas
- Ainda que em forma bruta -

Tanto faz o tom de azul
Se fizer de minha
- A que for tua -

E não me fizer
                      de conta.

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