PRÉ_VISTA

Tem um rasgo de olho
Presumindo o meu sentido
Se não olho para os versos
É que vendo-os
- Disperso -
Na prioridade zero do meu outro.

Há ouro e estanho no que cobre tão estranho
A passagem em teu voo.
Sabes que de contorcer a palavra
Esfinge é a idéia.

Li tantas esferas em poeta, reunidas
Reuni-me filha
Dádiva de promessa esquecida
Não te esquece
Há muito me conheces
E de mim não duvidas
Te dou uma, duas ou três cismas
Em tardia hermenêutica de liturgia

Unge-me ao fósforo semblante que te principia
Aliás é distante
É de bem antes essa espera infanticida
Não te mate, se nem cai em minha obra
Como crua teia contorcida

Eu, infante
Eu, um durante
A mediar novos prólogos
Em profecia.

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