LATIFÚNDIO

Não te preocupa
Em ocupar
Espaços.

É todo teu
O território legítimo
Que me pulsa
Estando ou não
Em teus braços.

Não te preocupa
Em dignificar
Teus esforços
Por natureza
Não tenta me demover
Da destreza
Em coabitar pleonasmos.

Não nasci
Por puro acaso
Ventre-espasmo
Eu que gero
Me desfaço.

Não te preocupa
Em reconhecer o irreparável
Mas em reparar
No teu desejo e no que crê
Enquanto hábito.

Me compõe
Um verso
No sábado
Pra que eu possa merecer
O bem supremo do domingo
Além do lógico que é de lei
Há o acaso que vem vindo.

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