EVOCAÇÃO

Há um quadrante de luz
Quando ascendo o quarto
Assim quase exato
A mergulhar estrelas.

É um egresso de medos
- De mesmas tristezas -
É pressa desnuda
É no vão, um raio.

É um vago vassalo
Em superfície litúrgica
A prospectar-me translúcida
- Esfinge de amparo-

É um hábil e tão breve
E disforme
Presságio
Que me transbordo em sangria
Discorrendo sob pele fria
Um estranhamento que me é exato.

A vida é turva
E a inspiração tão breve
E há essa bruma a exaurir-se em manhã
Amanhã, quiçá, não me espere
Oyá Eparrei, minha mãe Iansã!

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