Pular para o conteúdo principal

ALITERAL

Hoje deparei-me
Por entre estantes
- Instantes de vida -
Desta
Inexorável.

Em livro
Um cento de dúvidas
- Dessas distintas -
Uma súbita infinita
Em traço escarlate.

E a tinta era vermelha
Centelha parida
Em ares de mártir
Mas de ovelha já emerge ferina
Jamais submetida ao pavor do abate.

Hoje reparei-me intrínseca
Indissociável artigo de praxe
E a métrica é só uma íntima
Subentendida não ao rigor
Ou à rima
Mas à catarse.

Comentários

  1. O Fanzine Episódio Cultural é um jornal bimestral sem fins lucrativos, distribuído gratuitamente no sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Salvador-BA e Rio de Janeiro. Para participar basta enviar um artigo sobre esporte, moda, sociedade, curiosidades, artesanato, artes plásticas, turismo, biografias, livros, curiosidades, folclore, saúde, Teatro, cinema, revistas, fanzines, música, fotografia, mini contos, poemas, etc.
    Contato: Carlos (editor)
    machadocultural@gmail.com
    http://www.fanzineepisodiocultural.blogspot.com
    Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1464676950&ref=profile
    VEJA O FANZINE EPISÓDIO CULTURAL NA FEIRA DO LIVRO DE POÇOS DE CALDAS 2011
    http://www.feiradolivropocosdecaldas.com.br/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
De minha tão insensata
Passionalidade.
Mas foi quando fiz do cárcere
Matéria-prima
Que voei pela primeira vez
E avistei à rima

Raro é pouso de minha pele
A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
Ressignificou-se no timbre da minha espera...

Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

Não hei dizer do credo
Cruzes!
Eu, ao invés de abrandar ao clero
Divago no vulgo do verbo
E ergo-o sacro ao vão das luzes!

Não hei dizer do credo
Claro!
Se não me ouves!

Ouses dizer do que falo
E então far-se-ão em verso
As cores!

Não hei de dizer do cado
Enquanto não fores de fato iluminado
Na dúvida de teus outros amores!

O AMOR PRECEDE A EXISTÊNCIA

E se eu estendesse as tuas próprias palavras
E as lavasse do ritmo
Do timbre
Dos anos
E as apresentasse pra ti?

E se eu bradasse aos quatro cantos
O mesmo silêncio que exiges
Que seja escutado
Por entre intempéries e raios
E te pedisse pra me ouvir
Claro
E em alto e bom som?

E se eu usasse todos os meus dons
Para subverter a beleza que não se vê
Com os olhos
E batesse no peito com a humildade
De um cego
Mas te ferisse com meus dragões?

E se o bem que eu te fizesse
Viesse sempre a costurar-me a boca
A cruzar meus braços,
E se minhas bênçãos debochassem
Das tuas vestes e do teu hábito
Haveria como professar a fé
Sem que te sentisses um otário?