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Mostrando postagens de Abril, 2011

ESCALAS

Te deixo
Ir
A tempo.

Não que algum dia
Em algum tempo
Tenha estado
Aqui.

Mas
Te deixo
Ir
Como se a volta
Fosse mera questão
De ponto de partida.

UNICIDADE

Tento existir
Na exterioridade
Da minha palavra

Em vão.

Cada cor que recorto
Em meu mote
"Tem sangue eterno"
Mas apenas uma das asas ritmada.

A outra se quebrou.

Só assim
A lira
Não me exata.

DA DELICADEZA DAS POSSIBILIDADES

Pode ser
Equívoco
Invocado
Desses males
De amor
Mal-resolvido.

Pode.

Mas tem essa curva
Acentuada
Excetuando-se
Segura
- Faceira -
Como se houvesse
No depois
Uma ladeira
- Íngreme -
Mas emblemática

- Ainda que agora
Meu peito repouse em ponto morto -

Tem esse perfume
Essa lua
E o teu rosto
Ocupando a distância exata
Do meu bom senso

Pode ser
Que sendo
Imperfeito
Perfaça ruído
- Em silêncio -

Deixa ver
Pode ser
Questão de tempo.