DE_VASTO

Eu sou uma dama
Que se contenta com a sede
E com a fome
E com a mesma e infinita
Réplica tão pequena.

Se for de me vir
Que me venha
Que me sobre no olho
E que me retenha no fôlego
Enquanto a fé for imensa.

Eu sou um verbo
E só reverbero
Quando o que há de ferro
Me marca as veias.

Ah, sim!
E sei que te amo
E sei que te quero
E sei que não há tanto tempo
- Que não há tempo algum -
Que te revire
Ou que te traga
- Respire -
Ao meu lado...

Esse elo tão estupefato
- De estragos -
De histéricos restos
- E não me nego ao que não acho -
Acho bem que é hora de partir de mim
Rumo à solitude do que te assombra
Sumo de infinitude em leve afronta.

Se te amo
Não te conto
Nem à Santa
De santa não hei de ter um raio
Nem pleito
Nem vento
- Só o estilhaço -
O vidro
Vivo
Terno
- E mal comportado -
Quando percebo que te amo
E te assisto ao longe largo do meu vasto.

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