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Mostrando postagens de Março, 2011

DE_VASTO

Eu sou uma dama
Que se contenta com a sede
E com a fome
E com a mesma e infinita
Réplica tão pequena.

Se for de me vir
Que me venha
Que me sobre no olho
E que me retenha no fôlego
Enquanto a fé for imensa.

Eu sou um verbo
E só reverbero
Quando o que há de ferro
Me marca as veias.

Ah, sim!
E sei que te amo
E sei que te quero
E sei que não há tanto tempo
- Que não há tempo algum -
Que te revire
Ou que te traga
- Respire -
Ao meu lado...

Esse elo tão estupefato
- De estragos -
De histéricos restos
- E não me nego ao que não acho -
Acho bem que é hora de partir de mim
Rumo à solitude do que te assombra
Sumo de infinitude em leve afronta.

Se te amo
Não te conto
Nem à Santa
De santa não hei de ter um raio
Nem pleito
Nem vento
- Só o estilhaço -
O vidro
Vivo
Terno
- E mal comportado -
Quando percebo que te amo
E te assisto ao longe largo do meu vasto.

SOURCE

The wait
reverberates
The infinite.


And it's not a stream
- As a hope or as a wish -
But the leader rythm
Of all the seeds
...




The waiting is the yellow flower
Which sails without a quorum
And drowns in the river's sorrow
But borns allowed
On fall of dreams.




(Belief.)

EM TERMOS

Tente imaginar
Uma possibilidade
Submetida ao provável
No marco do impossível.

Agora
proponho
               um distanciamento
do objeto
e das objeções alheias.

Um vislumbrar apenas
Sem nenhum apego perceptivo.
...

É assim que te vivo
Um envólucro passivo
- De viço -
Um breve resquício de inconsequência
Em teia
- Em livro -

Na cosmologia gaseificada
Nas luas e nas desculpas
- Baratas -
Embebido.

O que cerceia teu crivo
É o limite dilatado de delito
E eu digo:

Enquanto me servir de sorver
- Equilibro -
Cada prato em uma bandeja de prata
E te sirvo.

HEREGE

Corro o risco de cometer
Uma grave elipse cardíaca.
Subentender um amor
Pressupõe risco de vida.

E se vivê-lo à risca
Terei de suprimi-lo na escrita
A-guardá-lo em febre física
Para só depois ressucitá-lo
Na verve artística.

Todo meu amor
Sempre me é
Uma fé
           Omissa.

LEI DO RETORNO

Suspensa
Por sobre a ponte
Há a prensa
A rodar o jornal óbvio
De todos os dias
No vai-e-vem dos mascates
Que negociam o peso bruto
De nossas dívidas.

E o papel ainda é o mesmo
Que envolve os restos
Da peixaria.