sexta-feira, 25 de março de 2011

SELVAGEM

Quando penso termos
A devastar incertezas
Meios-medos
Parecem me enlaçar
- Inteiros -
Pelas presas.

PROJÉTIL

É tanto ruído
Que me pego
- Ventríloquo -
A calar intempéries
Sob risco.

GRÃO DE BICO

O pássaro não está cabisbaixo
Ele apenas observa
- Do alto -
O prevalecer das sementes
Por entre tormentas de estrelas
Terrenas.

RE_PULSÃO

Há um silêncio
Láscio
No luto.

Choro
Soluço.

...

Há um silêncio
Quase inapto
A banhar-me os cortes
Por onde pulso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

DE_VASTO

Eu sou uma dama
Que se contenta com a sede
E com a fome
E com a mesma e infinita
Réplica tão pequena.

Se for de me vir
Que me venha
Que me sobre no olho
E que me retenha no fôlego
Enquanto a fé for imensa.

Eu sou um verbo
E só reverbero
Quando o que há de ferro
Me marca as veias.

Ah, sim!
E sei que te amo
E sei que te quero
E sei que não há tanto tempo
- Que não há tempo algum -
Que te revire
Ou que te traga
- Respire -
Ao meu lado...

Esse elo tão estupefato
- De estragos -
De histéricos restos
- E não me nego ao que não acho -
Acho bem que é hora de partir de mim
Rumo à solitude do que te assombra
Sumo de infinitude em leve afronta.

Se te amo
Não te conto
Nem à Santa
De santa não hei de ter um raio
Nem pleito
Nem vento
- Só o estilhaço -
O vidro
Vivo
Terno
- E mal comportado -
Quando percebo que te amo
E te assisto ao longe largo do meu vasto.

sexta-feira, 11 de março de 2011

SOURCE

The wait
reverberates
The infinite.


And it's not a stream
- As a hope or as a wish -
But the leader rythm
Of all the seeds
...




The waiting is the yellow flower
Which sails without a quorum
And drowns in the river's sorrow
But borns allowed
On fall of dreams.




(Belief.)

segunda-feira, 7 de março de 2011

EM TERMOS

Tente imaginar
Uma possibilidade
Submetida ao provável
No marco do impossível.

Agora
proponho
               um distanciamento
do objeto
e das objeções alheias.

Um vislumbrar apenas
Sem nenhum apego perceptivo.
...

É assim que te vivo
Um envólucro passivo
- De viço -
Um breve resquício de inconsequência
Em teia
- Em livro -

Na cosmologia gaseificada
Nas luas e nas desculpas
- Baratas -
Embebido.

O que cerceia teu crivo
É o limite dilatado de delito
E eu digo:

Enquanto me servir de sorver
- Equilibro -
Cada prato em uma bandeja de prata
E te sirvo.

domingo, 6 de março de 2011

HEREGE

Corro o risco de cometer
Uma grave elipse cardíaca.
Subentender um amor
Pressupõe risco de vida.

E se vivê-lo à risca
Terei de suprimi-lo na escrita
A-guardá-lo em febre física
Para só depois ressucitá-lo
Na verve artística.

Todo meu amor
Sempre me é
Uma fé
           Omissa.

LEI DO RETORNO

Suspensa
Por sobre a ponte
Há a prensa
A rodar o jornal óbvio
De todos os dias
No vai-e-vem dos mascates
Que negociam o peso bruto
De nossas dívidas.

E o papel ainda é o mesmo
Que envolve os restos
Da peixaria.

MINIMALISTA

Pra onde vou?
VOUando
- Eu chego lá -
Onde pouco

Importa.

ESCAVAÇÃO

Espessura complicada
- Essa -
Das veias cavas.