POR HORA

Sinto uma falta localizada
Mas subversiva tamanha minha auto-desconfiança.

Não mais acredito em pulsares de amor súbito
Saudades em transgredida
Benesses lúdicas em alma enamorada
Mas na lei da vida.

Acredito mesmo é no intrínseco subentendido
Na concepção quase paranóica de comunicar-me por entre códigos
Por meios-olhos
Sem verbalizar noutros ouvidos.

Hoje permito-me jogral de naus e espíritos
Pego-me em canetas a rasurar rastros céticos
E só assim navego o impreciso.

Hoje eu só acredito no que trago espelhado no meu passado já re_lido.
Relíquia a antever novos fardos e a escrever outros livros.

Eu sei, eu documento o que eu vivo.
Talvez por saber que é no arder-doer que curo o aDeus de cada limbo.
Limpo minhas gavetas e reverbero uma dose de quimeras verde-musgo acinzentadas
Mas ainda assim, eu não existo
O que eu sinto é o nada.

Comentários

  1. Lindo! ninguém vive cá neste plano impunemente. Viva e que seja intenso e digno de um ou mil poemas.

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  2. Nooosssa!! Estamos na mesma sintonia então. Mas uma coisa vc pode ter certeza. Difícil é vc não sentir nada. Bjks

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