POEMA INSIGNIFICANTE

E foi como um sopro de arrebatamento
Um algo qualquer a não redizer coisa alguma
Foi uma sequência de luas infinitas de fortuna
Todo o sentido do mundo desvelado na cor nada atenuante dos teus olhos.

Foi um cosmos alegórico em vão tão raro
Uma sensação assim de caos alado
E em largos braços estreei a noite, tola
A versejar sem métrica, rima ou escolha.

Eu li com a tua língua a infinitude do meu desamparo
Agora alardeada da insígnia da tua aura
Agora consumida na vívida pronúncia que me escapa aos lábios.

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