POEMA CON_FINADO

Já te dei um livro
Um puro filho parido às vésperas de minha infortúnia
Já te dei o lábio, o asco, o lascivo errático de crua fissura
Já te dei aquela jura, sôfrega e dilatada
Como quem te tem bem entre as pernas.

Já me dei em terra
E acabei aniquilada pela vicissitude do teu ar, despreparo
Já me dei só e em rapto
Quase fugida da lâmina exposta do teu hábito
Porque não te sou mais retalho
- Retículo endoplasmático lácteo -
Já me sou e me calo
No silêncio discreto de novas luzes de plástico.

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