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Mostrando postagens de Maio, 2010

LIDA

Se eu morresse hoje
Bem quereria que não me acabasse
À base do verbo
No efeito da frase
E simplesmente permanecesse
À espera de olhos de vida
Divina
ou desastre.

ALPISTE

E nada me toma
como
o teu silêncio.

A recorrência da gravidade em meus versos
é um simples reflexo do complexo grAVE que sou
a sobrevoar íntima o rasante de razão
que vai do não basta ao que arrasa
o chão que eu desprezo
é a migalha
do despiste
.

TRIPULANTE

Lírico é o desvelo semi-tornado do teu desassossego a me dar nó.

Marinheiro
Bem-vindo a bordo
Que tão logo te desfaço em chão de ser solo
Não te deixo só.

NOVO ATO

Tenho sono e carcomido é meu peito
À espera, estupefato,
Do pós-sol eu vejo o astro

E tão lógico é o tempo...
E tão gasto.

Pausa.
Pausa para meu delírio existir
Inexato.