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Mostrando postagens de Abril, 2010

A_VEIA

Mingau
Mim, Gal
Agora tenho voz de sereia
- Quaker -
Qualquer um tem fibra o suficiente
Pra fingir de vida o que era ventre
Pra vibrar alheia
O que era mártir.

ÓPERA

Fígaro
Fígado
Financiado
Em vastas frontes
Do vão letárgico!
Figura no céu do imprestável
E se for saber de minha híbrida rima
É um quase ágio.

HOMEOSTASE

Acendo aquarelas
Na literatura singela
Do quase-ato.

E a cor da tinta é o tato
E o tom da sina é o fraco
Treme as bases alcalinas
Ao semi-aceito que alinha
O que corrói ao suco gástrico.

Raro é o lapso
Assíduo é o plágio
Ao redizer prosas-rimas
A cor repercute tal qual lima
A ver moer o anti-ácido!

DESCARGA ELÉTRICA

Raios dão o tom emblemático da imensidão.


E eu, controvertida
Trago em dois goles de dúvida
O vão inexato do quão.


Raios se vão no instante exato em que são.

SALTO TRIPLO

Eu parti
Com dois golpes de ponte aérea nos braços
E a partir daí
- Do ar -
Foi quase inevitável não abstrair as asas
E me arremeter em queda livre.

resCISÃO

Eu sempre te vivi nunca
E agora teu torpor foi antes
Na véspera de resplandecer dia seguinte
Tão mais veio pareceu distante
- A menos que me esteja perto -
Contumaz é a lucidez veloz
Delírios roubam luzes de outrora lentamente
E a razão devolve turva a visão imediata
Duvidar dá certa satisfação, meu caro
Acredito errante no dolo da descontente
- Certamente -
Apenas idéias baratas o bastante
Para reprisar erros e pagar caro.

DECORADA

Um espasmo
e estou de volta
- Ouvida -
Involuntária é a cria
A flamejar meus excessos
E o que me sai não é léxico
Não é nexo
- É sangria -
Em furta-cor Coralina
A lira CORA o meu verso.

FOZ

A espera
reverbera
O infinito.

E eu que não grito
Espero como - quem dera -
Fosse tê-lo em mais de um ímpeto.

...


A espera é a flor amarela
Que navega sem vela
E se afoga no rio.