terça-feira, 23 de março de 2010

ONTEM... NOCTEM

O gosto do som é tátil
Mas o exílio tamanho sua dose de notoriedade abSURDA.
Eu vejo.
Eu deixo.
A partida subscreve o limite
– o desafio disfarçado sob efeitos de plena educação me diverte-
Mas afeiçoa... E rio.

Aos que capturo na hóstia de minha escrita
A extrema unção ao espírito santo,
-Intocáveis-
Mas aquele gosto eu quero tátil
-Tal o som que desemboca em certos olhos –
Áridos.

O tempo é uma chacota cínica, mas convincente.
O que o tempo concebe, a imaginação habita.
E eu não tenho pressa,
Mas toda a ânsia do mundo me consome...

Mas quando some e volta a expirar a validade dos atos em goles sutis,
E me bebe ilimitada na lira... E só.
Quando o que estanca na escrita deságua
Eu verto
Eu vejo
Mas te escapa!
Há que se querer o bastante
Assim livre... Mas desperto!
Tal a insônia que concebe o dia novo
Quando o ontem ainda está tão perto.

NON SENSE ON THE ROCKS

Gelo?
Lógico!
Deixa declinar!
Latim cupim
Dá ferro
E a dó traz o tétano
A dedetizar
O ego.

PONTA DE PÉ

Sesamóide
Ser essa mói
E a dor funde os miolos.

MAU AGOURO

Vou tragar teu torpor incandescido
- Eu que não fumo -
- Eu que não te trago comigo -
Te inspiro.

APOCALYPSE NOW

Cápsula
Cópula
Francis fode Coppola
E eu a espreguiçar monotonia.

DIZ CRENTE

Bebo língua diluída na fala
Mastigo típica
Exaspero elíptica
E a rima
Se separa.

Bebo língua líquida
E a minha cínica insígnia
É a fé na palavra!

RETICENCIALIDADE APARENTE

Dispensa o aparato de guerra e te joga na lona passível da minha teia.
Me deixa engolir o codinome da tua verve rebelde
Me afoga na sede a qual não cede
E eu inteira...

DO CONTRA

LI
ILustRE
ERraDA
ADverbialmenTE
ETétrea.