VIDE-VERSO

Já conheço o lúdico que desacelera a tua vertigem calmamente dilacerada
A livre forma do teu ser sucinto, ainda que melhor te olhe com essa toda palavra.
Minha palavra te olha como quem roga ao silêncio estético o mérito que a abala.
Porque quieto, te invento e te meço na cor atemporal de minha marca extrema.
Porque quieto, sou incapaz de interromper a simbologia alada da paz que se postula tempo.
Porque quieto, me questiona a imprecisa ausência e sua erudição tamanho o transverso.
Porque quieto, minha palavra te aprisiona em seu ventre e te preserva da intermitência do gesto.
Mas mais do que tudo porque quieto desfazes o mudo, na calada da noite dos sinos de vento.

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