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POEMA SEM QUERER

O gosto do som é tátil
Mas o exílio é tamanho sua dose de notoriedade absurda.
Eu vejo.
Eu deixo.
A partida subscreve o limite
- O desafio disfarçado em efeitos de plena educação me diverte -
Não à toa, eu Rio.

Aos que capturo na óstia de minha escrita
A extrema unção ao espírito santo...
Intocáveis.

O tempo é uma chacota cínica mas convincente.O que o tempo não concebe, a imaginação habita.
E eu não tenho pressa, mas toda a ânsia do mundo me consome...

Mas quando some
Volta a expirar a validade dos ditos em goles hostis
E me bebe ilimitada na lira e só.

Quando o que estanca na escrita deságua,
Eu verto, eu vejo,
Mas lhe escapa.

Há que se querer o bastante
Assim livre... Mas desperto
Tal a insônia que concebe o dia novo
Quando o ontem ainda está tão perto.

Boa noite.

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PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
De minha tão insensata
Passionalidade.
Mas foi quando fiz do cárcere
Matéria-prima
Que voei pela primeira vez
E avistei à rima

Raro é pouso de minha pele
A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
Ressignificou-se no timbre da minha espera...

Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

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O AMOR PRECEDE A EXISTÊNCIA

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