POEMA SEM QUERER

O gosto do som é tátil
Mas o exílio é tamanho sua dose de notoriedade absurda.
Eu vejo.
Eu deixo.
A partida subscreve o limite
- O desafio disfarçado em efeitos de plena educação me diverte -
Não à toa, eu Rio.

Aos que capturo na óstia de minha escrita
A extrema unção ao espírito santo...
Intocáveis.

O tempo é uma chacota cínica mas convincente.O que o tempo não concebe, a imaginação habita.
E eu não tenho pressa, mas toda a ânsia do mundo me consome...

Mas quando some
Volta a expirar a validade dos ditos em goles hostis
E me bebe ilimitada na lira e só.

Quando o que estanca na escrita deságua,
Eu verto, eu vejo,
Mas lhe escapa.

Há que se querer o bastante
Assim livre... Mas desperto
Tal a insônia que concebe o dia novo
Quando o ontem ainda está tão perto.

Boa noite.

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