GATO DE BOTAS

Dias de chuva libertam sôfregas gotas contidas...
Mas naquela noite não choveu.
O céu criava aquele abismo típico de dia seguinte.
O parapeito disparava, propagando novas nuances da madrugada desafiadora.

Para diluir o desejo, uma boa dose de percepção do entorno é fatal...
E no instante restaurado de volúpia, o volume ardente da indiferença.
O peso de cada passo em falso afeiçoa aos mortais...
Ardiloso...

  ...
Era mais um pulo do gato
que se fazia refém de sair intacto
E de novo
Não com quem
Mas com alguém
Tanto faz qual é o gosto!

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