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POEMA-DE-LEI (para meu pai)

Atento o Desatino
Assovia derramado
Seu suor em ser menino
A marcha é seu arrimo
Mas mancha o assoalho!

Atento o Desatino
Desafiou o tal vigário.

Atento o Desatino
Desatou-se em ser soldado
Incendiou-se no destino
Destinou-se a ser cedinho
Eis que vingou
Não virou fardo.

Atento o Desatino
Atenuou-se no ideário.

Comentários

  1. Querida e amada Filha,
    Ter um Poema em sua homenagem é motivo de muito orgulho e honra, quando essa Poeta é sua Filha torna-se um sentimento inigualável. Somente quem conhece nossa origem e história poderia transformar nossa existência em versos. Os seus enalteceram ainda mais nossa tragetória. O vigor de suas palavras e versos traduzem e valorizam nosso passado, você é a prova dele.
    Meu orgulho e amor incondicional.
    Luiz Parreiras

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PLANO DE VOO

Vivo de amortecer a queda
De minha tão insensata
Passionalidade.
Mas foi quando fiz do cárcere
Matéria-prima
Que voei pela primeira vez
E avistei à rima

Raro é pouso de minha pele
A ponto de não averbar circunstâncias
- Mas vivê-las -

E foi ali, em via aérea
Que toda noção de limite
Ressignificou-se no timbre da minha espera...

Por mais que eu possa avistar a terra
- Aqui de cima -
Estou em vias
De bastar-me
- Incrédula -
Sozinha.

Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive à gravidade
A poesia...

Bobagem!


Há quem diga
Que nem só de voar
Sobrevive a saudade

Imaginada
Em cada rota linha.

POEMA ILUMINISTA

Não hei dizer do credo
Cruzes!
Eu, ao invés de abrandar ao clero
Divago no vulgo do verbo
E ergo-o sacro ao vão das luzes!

Não hei dizer do credo
Claro!
Se não me ouves!

Ouses dizer do que falo
E então far-se-ão em verso
As cores!

Não hei de dizer do cado
Enquanto não fores de fato iluminado
Na dúvida de teus outros amores!

O AMOR PRECEDE A EXISTÊNCIA

E se eu estendesse as tuas próprias palavras
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Do timbre
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