POEMA DE CADERNO

Fosse a cadência e não o inverno
Não haveria tal poema de caderno
Mas pés entrelaçados na coberta
Na vitrola a bossa que fora hipotética
A veranear na linha torta, mas do horizonte!

Houvesse amanhã
Não fosse ontem
Quiçá, porém, um ou outro titubear rouco em meu ouvido
Em verso trôpego ou em poema mais bonito
Não fosse um mero
Não fosse apenas mais um poema de caderno!

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