PRESENTE DE GREGO


Crer é o caos da dúvida

Amém.

Eu creio porque lavo minhas mãos

E a água é santa

Porque o que pranta é a foz do que me abocanha

Tamanha a lenha do que me afoga,

Eu torno a sobra

À boca do que me acorda, lírica!


Eu creio é mais na dúvida

No a sós do tempo

Não na ininterrupta voz do sempre

Ao vendavar aos céus a súplica,

Pois fim de vento quando não em tempestade

Termina no co(r)po ausente

E não pela metade.


Crer é o caos na dúvida

Presente no ateu do que não sabe.


(a um sábio poeta e sua inacreditável composição em teia)

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