ADENDO

Teu olho é sangue
Sangria surrupiada do efêmero nato
Teu sangue é ato
Ator_doado
Doando-se em vão
Envaidecendo-se no dom do espetáculo.

Teu olho é um cado qualquer de pecado
Teu olho é o joule
O enjambre alojado
no Rembrandt enjaulado que jaz
no janeiro desajoujado dos justos!

Teu olho é o jubilo
O púlpito que em meu ímpeto se faz público
Teu olho é túrgido
Ungido assim do rugido do meu orgulho.
Teu olho é julho postergado no agosto do próprio esquecimento.
Esquece-te de mais,
Em teu olho contumaz, já é setembro!

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