POEMA INTERINO

Meu filho foi coagido por meu útero
Inutilizado no último circuito curto
Meu filho esbaforido
Deu o último trago em meu ventre confundido de mercúrio...
E sangrou como tido escasso
E sanou como um tiro em falso
A alvejar em gesto o que me seria orgulho.

Meu filho a sós foi parido vivo, mas era só véspera de meu futuro.

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