POEMA COITADO

Pobre rimas a mercê
E não mecenas
Pobres letras lendo ao tema
- Analfabetas –
A decodificar anagramas e morfemas de intermitência e de estética!

O caos dita a monofásica essência do drama
Poemas estrangulam suas membranas
Sudoríparas entranhas a transpirar o engasgo do coito.

Coitadas palavras gestadas em ventre-espasmo
Ao não conceber ao vocábulo
A instância máxima da variante
E tão vasta cor de Dante
Ao só distrair do estrago!

Pobre poema coitado
Aos gozos do açoite
Servil e não foice
Foi como o poeta acabou-se
Nasceu foi do seu e não pôde
Merecer o que falo.

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